Vendas · Análise

Marketplaces concentram 71% das compras on-line no Brasil. O que isso significa para a loja de móveis

Pesquisa Visa Conecta: 71% das compras on-line passam por marketplaces, que somaram 68,5% do faturamento da Black Friday 2025. Como o lojista de móveis se posiciona nesses canais.

Celular exibindo uma loja virtual
Celular exibindo uma loja virtual. Imagem ilustrativa.Foto: Shoper .pl/Pexels

Na prática · resposta direta

  • 71% das compras on-line no Brasil são feitas em marketplaces, 20% em sites próprios das lojas e 8% em redes sociais (Visa Conecta, Panorama E-commerce 2026).
  • Na Black Friday 2025, os marketplaces responderam por 68,5% do faturamento do e-commerce, contra 63,8% em 2024 (Confi Neotrust).
  • No mundo, a ECDB projeta que marketplaces terão 87% da receita do varejo on-line B2C em 2026.
  • Para a loja de móveis: marketplace traz alcance; site próprio, WhatsApp e showroom trazem relacionamento e margem.

O consumidor brasileiro compra on-line, principalmente, em marketplaces. Segundo a pesquisa Visa Conecta – Panorama E-commerce 2026 (1.521 entrevistas, de 18 a 26 de dezembro de 2025), 71% das compras on-line são feitas em marketplaces, 20% em sites próprios das lojas e 8% em redes sociais.

O peso dos marketplaces na Black Friday

Na Black Friday de 2025, os marketplaces responderam por 68,5% do faturamento do e-commerce, contra 63,8% em 2024, segundo a Confi Neotrust. Na pesquisa LWSA/Opinion Box de 2026, 56% dos consumidores dizem começar a busca de ofertas por um marketplace.

No mundo, a empresa de dados ECDB projeta que os marketplaces terão 87% da receita do varejo on-line B2C em 2026 (86% em 2025). É uma projeção.

Nota da redação: versões anteriores deste texto diziam que "87% das vendas on-line globais passam por marketplaces em 2026" como fato. O número é uma projeção da ECDB.

O que isso significa para móveis

Móvel é um produto volumoso, com frete caro, montagem e prazo de fabricação. Por isso, o marketplace é ao mesmo tempo uma vitrine enorme e um canal de margem apertada para o lojista. Três pontos para decidir:

  1. Alcance. Se o cliente começa a busca no marketplace, estar lá aumenta a chance de ser encontrado, inclusive por quem depois compra na loja física.
  2. Custo total. Comissão, frete, devoluções e prazo de entrega precisam caber no preço. Calcule por produto, não pela média.
  3. Relacionamento. O marketplace é do marketplace. O WhatsApp, o site próprio e o showroom são da loja. Clientes de marketplace podem ser convidados para canais próprios quando a política da plataforma permitir.

Na prática: use o marketplace para os produtos que viajam bem e vendem por busca (colchão, cama box, itens de entrada), e os canais próprios para o que exige consultoria (planejados, sofás sob encomenda, projetos completos).

Perguntas frequentes

Vale a pena vender móveis em marketplace?

Pode valer para ganhar alcance, já que 71% das compras on-line no Brasil passam por marketplaces (Visa Conecta 2026). O lojista precisa calcular comissão, frete e prazo de entrega, que em móveis pesam mais, e manter canais próprios para relacionamento.

Qual a participação dos marketplaces no e-commerce brasileiro?

Segundo a pesquisa Visa Conecta Panorama E-commerce 2026, 71% das compras on-line são feitas em marketplaces. Na Black Friday 2025, eles foram 68,5% do faturamento (Confi Neotrust).

Fontes

  1. E-Commerce Brasil — Marketplace lidera e-commerce brasileiro com 71% das compras (Visa Conecta)
  2. E-Commerce Brasil / Confi Neotrust — Black Friday 2025
  3. ECDB — projeção de participação de marketplaces no e-commerce global

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