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Abimóvel: produção de móveis cai 2,3% no ano e importações sobem 40,8%, com a China à frente

Para fábricas e lojistas: a Conjuntura de Móveis (IEMI/Abimóvel) mostra faturamento nominal +3,4% e produção −2,3% de janeiro a julho de 2026, com importações de US$ 265,9 milhões até agosto.

Caixas de papelão em carrinho de transporte na frente de um depósito
Caixas de papelão em carrinho de transporte na frente de um depósito. Imagem ilustrativa.Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels

Na prática · resposta direta

  • De janeiro a julho de 2026, a produção de móveis e colchões caiu 2,3% e o faturamento nominal subiu 3,4% (Conjuntura de Móveis, IEMI para a Abimóvel, 09/10/2026).
  • O varejo doméstico de móveis caiu 2,4% em número de peças no mesmo período.
  • As importações somaram US$ 265,9 milhões de janeiro a agosto, alta de 40,8%; a China respondeu por 73,9%.
  • As exportações caíram 6,7%, puxadas pelos Estados Unidos (−39,9%).
Nesta matéria
  1. Varejo e preços
  2. Importados avançam
  3. Congresso em novembro

A indústria de móveis chega ao fim de 2026 faturando mais e produzindo menos. A edição de setembro da Conjuntura de Móveis, estudo do IEMI para a Abimóvel, divulgada em 09/10/2026, mostra que a produção de móveis e colchões caiu 2,3% de janeiro a julho, enquanto o faturamento nominal subiu 3,4% frente ao mesmo período de 2025.

Segundo a entidade, a diferença vem mais de preço, mix de produtos e tíquete médio do que de aumento de atividade. Em julho, a produção cresceu 5,3% sobre junho.

Varejo e preços

No varejo doméstico, as vendas de móveis caíram 2,4% em número de peças de janeiro a julho. Em 12 meses, a queda é de 3,4%. Os preços não explicam a retração: o IPCA de mobiliário subiu 1,50% no ano até agosto, abaixo do IPCA geral (3,11%).

Para a Abimóvel, o principal freio está nas condições de crédito. A diretora-executiva da entidade, Cândida Cervieri, lembra que móveis são bens duráveis, de tíquete alto, com forte peso do parcelamento na decisão. A entidade avalia que Black Friday e Natal podem dar algum estímulo, mas dificilmente compensam sozinhos a retração do ano.

Importados avançam

Comércio exterior de móveis e colchões (jan–ago)20252026Var.
ImportaçõesUS$ 188,9 miUS$ 265,9 mi+40,8%
ExportaçõesUS$ 506,0 miUS$ 471,9 mi−6,7%

A China respondeu por 73,9% das importações, seguida de Áustria (6,9%) e Itália (5,1%). Nas exportações, os embarques para os Estados Unidos caíram 39,9%, após as sobretaxas americanas. Sem os EUA, as vendas externas cresceram cerca de 5,5%.

Para o varejo, o dado de importação importa: mais produto importado no mercado significa mais concorrência de preço, sobretudo no on-line e nos marketplaces.

Congresso em novembro

A Abimóvel realiza o Congresso Nacional Moveleiro 2026 nos dias 4 e 5 de novembro, no Centro de Eventos Sistema Fiep, em Curitiba (PR), com o tema “Conexões”. Veja também o calendário de feiras de 2027 e a PMC de agosto do IBGE.

Perguntas frequentes

Como está a produção de móveis em 2026?

Segundo a Conjuntura de Móveis do IEMI para a Abimóvel, a produção de móveis e colchões caiu 2,3% de janeiro a julho de 2026 frente ao mesmo período de 2025, enquanto o faturamento nominal subiu 3,4%.

Quanto cresceu a importação de móveis em 2026?

De janeiro a agosto de 2026, as importações de móveis e colchões chegaram a US$ 265,9 milhões, alta de 40,8%. A China respondeu por 73,9% do total.

Quando é o Congresso Nacional Moveleiro 2026?

Nos dias 4 e 5 de novembro de 2026, no Centro de Eventos Sistema Fiep, em Curitiba (PR), segundo a Abimóvel.

Fontes

  1. Abimóvel — Indústria moveleira sustenta faturamento, mas entra na reta final de 2026 com produção em queda (09/10/2026)

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