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Reforma tributária e “tributo sobre tributo”: o que o lojista de móveis deve conferir na margem
Coluna do Valor diz que a promessa de acabar com o tributo sobre tributo já parece ceder no início da transição. O que o lojista de móveis deve conferir com o contador.

Na prática · resposta direta
- Em coluna de opinião do Valor Econômico (05/11/2026), a promessa da reforma tributária de acabar com o tributo sobre tributo já parece ceder logo no início da transição.
- Se a cobrança em cascata permanecer em algum ponto, o efeito pode aparecer na formação de preço e na margem da loja.
- O tema é opinião e a regra ainda não está clara: o caminho é acompanhar com o contador, sem concluir antes.
Nesta matéria
Uma das grandes promessas da reforma tributária foi tornar os impostos sobre o consumo mais simples e transparentes, abandonando a cobrança de tributo sobre tributo. Segundo uma coluna de opinião do Valor Econômico publicada em 5 de novembro de 2026, "a transição mal começou e essa promessa já parece cair". O texto é opinião, e esta matéria se limita ao trecho divulgado pelo jornal, sem detalhar pontos que ele não apresenta.
Por que isso importa para a loja
Quando um tributo incide sobre outro, o preço final carrega esse efeito em cascata. Para o varejo de móveis, colchões e eletro, que trabalha com margens apertadas e tíquete alto, qualquer cobrança em cascata mexe na formação de preço. Se ela permanecer em algum ponto da transição, o efeito pode aparecer na margem, e a loja só consegue medir isso com a regra clara.
O que não se sabe ainda
- A coluna é opinião, não uma decisão de governo nem de tribunal.
- O resumo disponível não detalha quais pontos da transição estariam mantendo a cobrança em cascata nem o impacto em números.
- Por isso, não há como estimar, hoje, o efeito sobre a margem de uma loja de móveis.
O que conferir com o contador
- Mapa de tributos por linha de produto: como cada tributo entra no preço de sofá, colchão, cama box, guarda-roupa e planejados.
- Calendário da transição: quais mudanças valem já e quais ficam para os próximos anos.
- Impacto na tabela de preços e no desconto de campanha, em especial na Black Friday, em que a margem de promoção é calculada ao centavo (veja o guia de preparação da loja).
- Contratos com fornecedores e fábricas: se há cláusulas que repassam tributos.
A recomendação é acompanhar o tema e não rever preços antes de a regra ficar clara. O custo do crédito, que também pesa na margem, está em Copom mantém Selic em 13,75%.
O que fazer agora
A regra ainda está em definição, mas a loja que conhece a própria margem produto a produto negocia e promove com mais segurança. Onde está a chance:
- Monte a planilha de margem por linha de produto (sofá, colchão, cama box, guarda-roupa, planejados) com custo, tributos e frete, usando o mapa que o contador entregar.
- Defina a margem mínima de cada item antes de divulgar os descontos da Black Friday, para a promoção nunca passar do que a loja suporta.
- Priorize na campanha os itens com melhor margem e giro, deixando os de margem apertada para condições mais restritas.
- Aproveite as conversas de fim de ano com fornecedores para rever cláusulas de repasse de tributos e condições de preço de tabela.
- Siga o tema por fontes confiáveis (contador, entidades do comércio e a regulamentação) e só mexa na tabela de preços quando a regra ficar clara.
Perguntas frequentes
O que é tributo sobre tributo?
É a cobrança de um tributo calculada sobre o valor que já inclui outro tributo. A reforma tributária prometeu abandonar essa prática para os impostos sobre o consumo, segundo o Valor Econômico.
A reforma tributária vai aumentar a carga da loja de móveis?
As fontes consultadas não permitem afirmar isso. A coluna do Valor, que é opinião, diz que a promessa já parece ceder no início da transição. Convém acompanhar com o contador.
O que o lojista deve fazer agora?
Pedir ao contador o mapa de como os tributos entram no preço dos principais produtos e acompanhar a regulamentação da transição, sem rever preços antes de a regra ficar clara.
Fontes
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